Perspectivas para comércio e investimentos chineses no Brasil | O Clima na Faria Lima

Quando observamos a relação comercial entre Brasil e China, existe uma assimetria evidente. O Brasil exporta principalmente commodities como soja, petróleo, minério de ferro e carne bovina. Já a China exporta produtos de maior valor agregado, como manufatura avançada, painéis solares, plataformas de petróleo e fertilizantes.

No segundo episódio de O Clima na Faria Lima, Ricardo Geromel, especialista em China e autor do livro O Poder da China, faz um alerta: “A China não é dependente do agro brasileiro, ela está dependente”. A frase chama atenção para uma característica central da estratégia chinesa: a busca permanente por diversificação de fornecedores, redução de vulnerabilidades e maior autossuficiência em setores considerados estratégicos.

A conversa também explora o que pode ser a próxima grande onda de investimentos chineses no Brasil. Segundo Geromel, infraestrutura logística — incluindo ferrovias, portos e corredores de escoamento — tende a ganhar cada vez mais relevância, não apenas para aumentar a eficiência das cadeias produtivas, mas também para fortalecer conexões estratégicas de longo prazo. “A China não quer competir com seus fornecedores; ela quer investir na infraestrutura ao redor deles”, resume.

Confira o episódio completo no YouTube do InfoMoney e nos principais tocadores de podcast.

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