Um intenso conflito na Síria resultou em mais de mil mortes, principalmente entre a minoria alauíta, apoiadora do ex-presidente Bashar al-Assad, deposto em dezembro. O presidente interino, Ahmad Sharaa, convocou a “unidade nacional” e “paz civil” em meio aos confrontos entre as forças de segurança do novo governo, predominantemente sunita, e os apoiadores de Assad. Sharaa enfatizou que as tensões eram previsíveis e destacou a necessidade de preservar a paz no país. O conflito se intensificou após ataques coordenados contra as forças de segurança, resultando na morte de cerca de 200 integrantes dessas forças e em atos de vingança contra a comunidade alauíta. Organizações de direitos humanos denunciaram genocídio e limpeza étnica sistemática contra os alauítas.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos classificou os recentes combates na região costeira do Mediterrâneo como os mais violentos em anos. Os confrontos continuaram em várias cidades, com grupos armados emboscando veículos das forças de segurança. O governo atribui os ataques a remanescentes do antigo regime de Assad, enquanto os alauítas afirmam ser perseguidos pelos novos líderes. O Hayat Tahrir al-Sham, principal milícia rebelde, lidera a transição para o novo governo e prometeu anistia a funcionários de baixo escalão, mas busca responsabilizar altos funcionários do regime anterior por abusos. A situação continua tensa, com a possibilidade de novos confrontos e um futuro incerto para a Síria, que enfrenta divisões profundas entre suas diversas facções étnicas e religiosas.
Outras informações:
————-
Não fique de fora das últimas novidades e análises financeiras! Acompanhe o InfoMoney no site e em todas as nossas redes sociais. Siga-nos no Instagram, TikTok, Twitter, YouTube, Facebook, Bluesky, Threads e Kwai para ficar por dentro de tudo o que acontece no Brasil e no mundo.
InfoMoney, há 25 anos levando informações que valem dinheiro