Reajuste do Bolsa Família: como despesa permanente cabe no Orçamento? | Mapa de Risco

O mercado financeiro reagiu ao anúncio do reajuste de 15% no Bolsa Família com um olhar atento para o fiscal. O governo estima um impacto de R$ 5,8 bilhões adicionais ainda em 2026 e afirma que o aumento será acomodado dentro das regras fiscais vigentes — sem necessidade de mudanças no arcabouço ou de novas exceções. Mas a grande pergunta que fica é: de onde sai esse espaço?

O argumento oficial é que o reajuste cabe porque o programa já está precificado no Orçamento e o aumento representa uma atualização dentro da margem disponível.

O problema é que uma despesa permanente dessa magnitude não se encerra em 2026. O novo piso de R$ 691 se incorpora à base do programa e pressionará os Orçamentos dos próximos governos.

Mapa de Risco é o programa de política do InfoMoney. Toda semana, a editora de política Marina Verenicz recebe um time de especialistas para discutir sobre o que realmente importa na política e o impacto nos mercados e nos investimentos.

Nesta edição, a bancada recebe Bárbara Baião, analista política da XP, e Leonardo Barreto, doutor em Ciência Política e sócio da consultoria Think Policy.

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