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NINGUÉM PODE CONSERTAR O BRASIL (nem mesmo a Selic)
Você abre o app do banco essa semana e vê Tesouro IPCA+ 2032 pagando 8,32% ao ano acima da inflação.
Pra maioria das pessoas, é só um número qualquer na tela.
Mas esse número tá contando a história de um país que neste exato momento está pagando o MAIOR JURO REAL DO PLANETA.
Enquanto a Rússia tá em guerra e paga 8,43%, o Brasil bate 9,68% de juro real.
A inflação esperada pra 2026 já tá em 5,1% — passou do teto de 3%.
As expectativas de inflação pra 2027 e 2028 tão subindo, não convergindo.
Você imagina isso? A âncora das expectativas se quebrou.
Desde dezembro de 2024 a gente tá com juro real acima de 7%, e várias vezes passando dos 8%.
Tá fazendo 18 meses que vivemos essa crise.
A crise de 2016, aquela famosa, teve 2 ou 3 meses desses patamares.
Ou seja, a gente tá vivendo uma crise economicamente tão séria quanto a da Dilma, mas prolongada.
Enquanto todo mundo discute se a Selic vai cair 0,25%, a verdade é outra completamente diferente.
O Brasil nunca arrecadou tanto imposto na história — 2,9 trilhões em 2025, a maior série desde 1995.
A carga tributária subiu de 30% pra 32,4% do PIB em poucos anos.
Mesmo assim, o governo gasta mais do que arrecada.
A dívida pública federal fechou em 8,6 trilhões, crescendo 1,3 trilhão em apenas um ano.
A dívida bruta do país já bate 78,7% do PIB — o maior nível em quase 5 anos.
O FMI projeta que antes de 2030 passamos dos 100% do PIB.
E o número mais devastador: em 2025, o governo pagou 1 TRILHÃO de reais só em juros da dívida.
Pra você entender: é mais que o dobro de todo o orçamento de Saúde e Educação somados em um ano inteiro.
Quase 10% de TUDO que o Brasil produz em 1 ano sendo entregue como pagamento de juros.
Em 2020, era 4% do PIB. Em 5 anos, dobrou.
Enquanto isso, criaram a tributação sobre dividendos — 30 bilhões arrecadados — e a “taxa das blusinhas” — 5 bilhões por ano.
Total de arrecadação nova: 35 bilhões.
Mas se a Selic simplesmente caísse de 14,5% pra 10%, a economia de juros seria de 350 bilhões por ano.
Ou seja, parar de gastar economizaria 10 vezes mais do que os impostos novos.
Ninguém enxerga isso porque cortar gasto não dá voto.
Enquanto essa lógica continuar, a Selic não vai cair de verdade, e a gente vai tendo pequenos cortes — talvez chegue em 13,5% até o final de 2026 — bem menores do que realmente poderia acontecer.
E o custo disso é alto: 2.466 empresas pediram recuperação judicial em 2025 — o maior recorde da história.
As empresas não conseguem mais pagar as dívidas com Selic nesse patamar.
A bolsa brasileira teve 8 semanas consecutivas de queda — a pior sequência desde 1994.
Os gringos estão tirando dinheiro do Brasil porque veem insegurança.
As estatais federais tão sangrando: em abril de 2026, déficit de 5,9 bilhões — pior resultado pra esse período desde 2002.
Os Correios acumulam 14 trimestres consecutivos de prejuízo.
Mas aqui tá a oportunidade que pouquíssima gente tá enxergando.
No começo de 2026, o Ibovespa subiu forte — saiu de 110 mil e bateu 200 mil pontos.
A linha do Ibovespa convergiu com a linha do EBITDA das empresas — aquele gráfico que mostra o lucro operacional real.
A proporção estava em 4,3 vezes.
Aí a guerra estourou, os gringos pegaram a mala, e o Ibovespa despencou pra 170 mil.
Mas o EBITDA? Subiu.
A proporção agora é 3,5 vezes.
A boca do jacaré abriu de novo.
Quando a bolsa tava em 200 mil, todo mundo queria comprar: “Primo, devo entrar agora? Perdi o timing?”
Agora que caiu, ninguém quer.
Mas o mercado financeiro é o único lugar do mundo onde as pessoas odeiam promoção.
Se uma barra de chocolate custa 10 reais todo dia e aparece por 8, você compra — tá mais barato, mesma qualidade.
Se cair pra 6, compra de novo.
Ações funcionam assim: se os fundamentos continuam bons — e o EBITDA tá subindo — a queda é promoção.
Se cair mais, de 170 pra 130 mil pontos? Ninguém sabe. Mas se as empresas continuarem lucrando, cada queda é uma chance de comprar barato.
A lógica é: trabalhar, juntar dinheiro, investir nas promoções, mesmo quando todo mundo estiver com medo.
Tmj, primos!
NINGUÉM PODE CONSERTAR O BRASIL (nem mesmo a Selic)
#thiagonigro #oprimorico #economia